sexta-feira, 6 de agosto de 2010

sem ar

entre paredes
que se vão fechando,
um sufoco paira no ar.
agora é o teto que desce
e fico sem espaço,
sem ar.

agora dentro de um balão
que se vai esvaziando!
outra vez esta asfixia.
estou sem ar.

neste momento não sei onde estou
mas parece-me o fundo do mar.
azul por toda a parte
mas que vai ficando escuro, preto
à medida que me afundo!
agora sim,
sem ar,
morri.

P.E.S.

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